segunda-feira, 11 de julho de 2011

Adestramento Positivo!

Reportagem que saiu semana passada na revista ISTOÉ sobre adestramento:

"Novos estudos científicos condenam o uso de punições e da violência no treinamento dos nossos cães e comprovam a eficácia de métodos com base em recompensas

Por Edson Franco

Na esteira de reportagem que mostra como a ciência pode melhorar a nossa relação com os cães, a repórter Izadora Rodrigues visitou um hospital em que cães são usados para fins terapêuticos com resultados animadores.


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Quando a cadela bichon frisé Jujuba entrou na vida da psicopedagoga Cristina Ferraz há quatro anos, sua primeira missão era suprir a ausência deixada por Catarina, sharpei que havia morrido pouco antes. Dócil e fácil de ser treinada, a partir de um ano, Jujuba adotou um hábito que incomodava profundamente a sua dona: lambia insistentemente sempre o mesmo ponto no pescoço de Cristina. Em uma ida ao ginecologista, a psicopedagoga descobriu que tinha um problema na tiroide. Exames posteriores revelaram um tumor. Depois de uma cirurgia, o câncer foi curado e a cachorrinha deixou o pescoço da dona em paz. Até o ano passado, quando voltaram as lambidas. Mais uma vez, o diagnóstico de Jujuba foi absolutamente preciso, e um novo tumor precisou ser retirado. Por conta disso, é mais do que compreensível que Cristina defina a si própria como “mãe da Jujuba”.

A ciência está mostrando que, muito mais do que exagero dos donos, usar graus de parentesco para qualificar a relação entre espécies não é de todo descabido. Essa é uma das conclusões apresentadas no livro “Dog Sense: How the New Science of Dog Behavior Can Make You a Better Friend to Your Pet” (“O Sentido do Cão: como a Nova Ciência do Comportamento Canino Pode Fazer de Você um Amigo Melhor para o Seu Bicho de Estimação”), lançado no mês passado no Hemisfério Norte e que chega ao Brasil no início de 2012 pela editora Record.
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DOUTOR PET
A psicopedagoga Cristina Ferraz teve um câncer na tiroide diagnosticado por sua
bichon frisé Jujuba, que divide a casa com a boxer Dadá e Guilherme, filho de Cristina

Seu autor é o britânico John Bradshaw, diretor do departamento de antrozoologia da Universidade de Bristol, no Reino Unido. Ele tem estudado o comportamento de cães e gatos por mais de 25 anos, com acesso às mais avançadas pesquisas. Isso dá a ele a autoridade para afirmar que um dos maiores erros que nós, humanos, cometemos ao analisar nossos cachorros é achar que para eles o mundo é uma grande matilha, na qual os indivíduos disputam o poder com direito até a recorrer à violência. Segundo Bradshaw, estudos recentes mostram que a visão dos cães sobre o relacionamento com humanos tem mais a ver com o conceito de família. “Eles ‘pensam’: ‘Aquele que me cria é quem tem mais chance de cuidar bem de mim para o resto da vida’. Assim, o dono dizer que é pai ou mãe de um cachorro faz todo o sentido. Pelo menos do lado do cão”, diz o autor à ISTOÉ.

A ideia de família sustenta o argumento que Bradshaw defende incansavelmente ao longo das 329 páginas da obra: cães não gostam – nem têm – de apanhar. Pode parecer óbvio, mas há treinadores e donos que não pensam muito antes de usar a punição como instrumento na hora de educar um cão. Segundo o autor, isso é absolutamente desnecessário. Mais que isso, é improdutivo. “É um erro pensar que o cão vai se comportar melhor caso seja ‘dominado’. Eles podem até ser obedientes caso temam seus donos, mas vão ter um comportamento muito mais estável se amarem as pessoas com quem vivem e receberem de volta esse amor em forma de recompensa por bom comportamento.”
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CÃO DE GUARDA
Misto de maltês e shitzu, Mik livrou a comerciante Valéria Gomes e seu marido de uma
tentativa de assalto. O cãozinho é tão calmo que convive pacificamente com a gata Nanda
 
Outra celebridade da literatura canina, a americana Alexandra Horowitz, autora de “A Cabeça do Cachorro” (editora Best Seller), endossa a tese: “A punição não pode ser uma ferramenta. Cães aprendem de uma maneira mais rápida e feliz por meio do reforço positivo (leia-se recompensas). Ao usar a violência, a única coisa que ensina ao cão é que você precisa ser temido”, diz Alexandra, que é professora de psicologia no Barnard College, da Universidade de Colúmbia, nos EUA. Educar um cão dá trabalho.

E, por meio do uso das recompensas, o tempo de treinamento pode ser até maior que o das técnicas baseadas na punição. Mas, de acordo com os estudos apresentados por Bradshaw, os resultados são mais consistentes e melhoram a saúde emocional do cão. Mesmo assim, muita gente ainda educa o seu bicho usando recursos verbal ou fisicamente violentos. Segundo o autor, alguns dos grandes incentivadores de técnicas punitivas são os programas de tevê de treinadores, como o mexicano Cesar Millan, apresentador de “O encantador de cães”, exibido pelo canal pago Animal Planet. “Essas atrações dependem de tensão para magnetizar os espectadores. E, aí, uma certa dose de punição e até violência aparece. Me incomoda muito o fato de gente como ele não colocar qualificações acadêmicas em seus sites.”


É justamente com o que recolhe na academia que Bradshaw tenta responder à pergunta central do seu livro: como os cães aprendem? Várias páginas são ocupadas para exibir estudos comprovando que o prazer ensina muito mais que a dor. Esta última, em vez de aprendizado, pode gerar confusões na cabeça do cão. A obra traz o exemplo de um sujeito que recolheu na rua o cachorrinho de uma vizinha. Ao receber seu bichinho de volta, a dona passou a pressionar um controle remoto que dava choques no bicho enquanto gritava “cão mau, cão mau”.
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"Programas como o de Cesar Millan dependem de tensão para magnetizar os espectadores. E, aí, uma certa dose de punição  e até violência é necessária. Me incomoda muito o fato de ele não colocar qualificações acadêmicas em seu site"
John Bradshaw, diretor do departamento de antrozoologia da Universidade de Bristol e autor de "Dog Sense"
 
Em vez de aprender que estava sendo punido por escapar do quintal de casa, o animal passou a associar qualquer vizinho ou desconhecido como um potencial gerador de novos choques. Além da punição e da recompensa, há uma terceira via: “Cães aprendem com outros cães, embora os cientistas ainda não saibam exatamente como. Os cachorros não são aptos a copiar com precisão o comportamento alheio, mas certamente são fascinados por qualquer atividade que os outros cães estejam executando”, diz Bradshaw.

Somado ao instinto, talvez isso explique a bravura de Mik, um misto de maltês com shitzu que pesa cerca de 1,5 kg. Na Páscoa do ano passado, o casal de comerciantes Valéria Gomes e Ismar Braga, donos do cão, distribuiu, a partir da janela de sua picape Toyota Hilux, ovos de chocolate a crianças em uma alça de viaduto na avenida do Estado, em São Paulo. Apesar de o carro estar todo cercado por estranhos, o cãozinho só se destemperou quando um sujeito abriu a porta do carro para assaltar o casal. Foi pra cima e conseguiu afugentar o bandido. “Até nós ficamos surpresos com a reação do Mik. Ele sempre foi educado, pacífico. Cresceu sem apanhar ou levar grandes broncas”, diz Valéria. Mais um sinal de que, para termos o melhor da nossa amizade com os cães, o jeito é muito mais eficaz que a força."
 
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 Fonte: IstoÉ

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Posse Responsável

Considerações que devem ser feitas antes de adquirir um animal de estimação: 


- Minha família compartilha dessa mesma vontade?
- Possuímos recursos necessários para cuidar de um animal, levando em conta o tempo médio de vida dele?
Um animal pode viver em média 12 anos, então esses cuidados incluem: alimentação (ração é a mais adequada), visitas periódicas ao Veterinário, vacinação em dia, passeios, atenção e carinho.
- Tenho tempo e paciência para os cuidados com ele?
Nenhum animal de estimação suporta ficar muitos períodos sozinhos, ele depende dos donos para os cuidados básicos e principalmente precisa de carinho, por isso se você viaja muito, terá que pensar em pessoas de confiança que possam cuidar do seu animal em épocas que ficará ausente.

Respondidas essas primeiras questões temos que avaliar outros quesitos:

- Vou adotar ou comprar um filhote?
Se preferir adotar deve verificar se o animal está com a vacinação em dia, se for comprar esse mesmo cuidado deve ser tomado, atentando a escolha da raça, que deve estar de acordo com a personalidade do dono e ambiente em que viverá.
Por exemplo, um cão pode ser muito agitado para um apartamento, ou se você tem crianças pequenas em casa, pesquisar se esse cão vai conseguir se adaptar a elas.
- Na sua casa existe um espaço onde o animal fique abrigado de calor e chuva?
- Tenho tempo para os cuidados diários com ele?
Incluindo alimentação nas horas certas, escovação, passeios, banhos, educação e carinho.

Tendo isso tudo pensado junto com sua família, a resposta foi sim e todos estão de acordo?
Então escolha o animal mais adequado, identifique seu animal, colocando uma coleira com plaquinha contendo nome e telefone, hoje em dia alguns cães já vêem microchipados (método muito eficiente), atenção a guia nos passeios com cães, eles devem ser guiados por alguém que suporte seu peso (no caso de ainda não terem sido adestrados), lembrar de sempre levar um saquinho para recolher os dejetos deixados por ele no passeio!!!
Outro ítem que deve ser pensado é a castração, evite que seu animal obtenha crias indesejadas.
Mas acima de tudo, como repeti várias vezes, ele precisa de atenção, eduque seu animal com carinho para que possam conviver em harmonia!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ensinando o filhote

Muitas pessoas acreditam que os cães devem ser adestrados somente por volta dos 6 meses, com este vídeo observamos que um filhote de 3 meses já pode começar a aprender alguns comandos simples, claro que eles têm menos concentração e coordenação motora e as aulas devem ser curtas e ainda mais interessantes.
Mas é importante ensinar seu cão a partir do momento que ele chega em casa, pois está na idade de explorar o mundo e precisa de direcionamentos, assim vai aprendendo o que pode e o que não pode ser feito, onde pode ou não ir, onde deve fazer suas necessidades, evitando também acidentes (como ingestão de plantas venenosas, objetos, entre outros) muito comuns com filhotinhos.








quarta-feira, 13 de abril de 2011

O que é o Adestramento Inteligente?

O Adestramento Inteligente é uma técnica baseada na psicologia comportamental, utilizando o reforçamento positivo, ou seja, o animal assimila que seu comportamento foi correto pois recebe uma recompensa cada vez que repete o mesmo, assim aprende mais rápido e com prazer.
A aula deve ser um momento de diversão e não de estresse e por isso descartamos outras técnicas de adestramento, nas quais o animal passa por sensações desagradáveis podendo se tornar agressivo, medroso, ou até mesmo associar os comandos aprendidos a algo ruim, não tendo prazer em obecê-los e prejudicando a relação com seu dono.

Por que devemos educar os cães?

Um cachorro educado é mais feliz! Aprende a conviver nos ambientes frequentados pelos donos, recebe bem as visitas (sem pular nelas ou latir demais), se comporta durante os passeios (não puxando a guia), sabe respeitar as refeições da família (sem ficar o tempo todo pedindo comida), entre outras inúmeras vantagens.
Esse cachorro será então bem recebido, pois se mostrará sociável e obediente, fazendo com que as pessoas passem a ter prazer em conviver com ele!
Educar o cão além de divertido é benéfico para todos.